Kotlin substituiu o Java como linguagem padrão do Android desde 2017. Entenda o que a torna superior, o que são coroutines e Jetpack Compose, e por que toda empresa que quer um app Android sólido deve saber disso.
Kotlin é uma linguagem de programação criada pela JetBrains — a empresa por trás do IntelliJ IDEA e do Android Studio — e lançada em 2011. Em 2017, o Google anunciou Kotlin como linguagem oficialmente suportada no Android. Em 2019, foi além e declarou Kotlin como Kotlin-first: novos recursos do Android chegam primeiro em Kotlin.
Hoje, Kotlin é a escolha padrão para qualquer novo projeto Android profissional.
Java foi a linguagem original do Android, mas acumulou limitações ao longo dos anos: verbosidade excessiva, ausência de null safety nativo (causa dos famosos NullPointerExceptions) e modelo de concorrência trabalhoso com callbacks e AsyncTask.
Kotlin resolve esses problemas diretamente:
Coroutines são a solução do Kotlin para código assíncrono — chamadas de API, leitura de banco de dados, operações de I/O — sem bloquear a interface do usuário.
Com suspend fun,
uma função pode ser pausada e retomada sem criar threads extras. O resultado é código que parece
síncrono mas executa de forma não-bloqueante — muito mais legível que o callback hell do Java tradicional.
Assim como Swift anda com SwiftUI, Kotlin anda com Jetpack Compose —
o toolkit declarativo de UI para Android lançado em 2021. Com Compose, interfaces são construídas
com funções Kotlin anotadas com
@Composable,
eliminando XML e simplificando drasticamente o desenvolvimento de telas.
O Google recomenda Kotlin + Jetpack Compose para todos os novos projetos Android. Apps criados com esse stack têm manutenção mais fácil, testes mais simples e adoção mais rápida de novos recursos do sistema operacional.
Kotlin não está limitado ao mobile. Seus principais usos fora do Android incluem:
A BeaverBit desenvolve aplicativos Android em Kotlin com Jetpack Compose, performance real e aprovação na Google Play.
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